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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Incêndio no Depósito de Fardamentos em 1916

MEMÓRIAS
Participações de serviço dos arquivos dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses:
Em 13 de Janeiro de 1916, em Santa Clara no Depósito de Fardamentos, um dos mais violentos e perigosos incêndios de todos os tempos.
Numa derrocada ficaram feridos os nossos Voluntários Eduardo Assunção, António Pedro de Almeida, Silvino Ferreira, Vitor Santos, Diogo de Carvalho, Manuel Nunes Patricio e António José Santiago, tendo o primeiro ficado hospitalisado por largo tempo.

Registou-se  a comparência de 43 Voluntários e de 4 viaturas.
Louvados pelo Governo e Câmara Municipal.
No Livro do Centenário da AHBVL





Legenda- A que ficou reduzido o edifício do depósito de fardamentos, vendo-se o lanço da parede que desabou e soterrou dois bombeiros.

Na "Ilustração Portuguesa" nº518  de 24 de Janeiro de 1916

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A simpatia da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, no reconhecimento do trabalho apresentado no blogue "Sobre os Bombeiros Voluntários Lisbonenses"



terça-feira, 6 de abril de 2010

A fundação da Associação H. dos B.V. Lisbonenses

Por gentileza de José Alfredo Almeida Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros da Régua, publicamos hoje a 1ª parte de um trabalho sobre a fundação dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses da autoria do Comandante Amadeu César da Silva, publicado  no Boletim da Liga dos Bombeiros Portugueses, nº192 de Julho-Agosto de 1960.



"Embora  ainda não houvesse sido revogado o diploma que em 1901, criara a Divisão Auxiliar de Bombeiros Voluntários, as suas disposições eram já letra morta.Foi, por isso, sancionada pela instâncias oficiais a criação de mais uma corporação de  voluntários, com a fundação em 12 de Dezembro de 1910, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, originada por uma cisão havida nos voluntários de Lisboa, da qual sairam os fundadores daquela, que foram : Eduardo Augusto Macieira, que assumiu o cargo de comandante do Corpo Activo; Carlos Vasques, o grande benemérito que orientou a nova associação, durante muitos anos; Guilherme saraiva Maia, Alexandre Augusto Ramos Certã, João António da Silva, Carlos Eugénio Belling Dias, Rui de Macedo, John B. Jauncey, Henrique de Melo Lorena, Manuel António Iniguez, Carlos Bastos, Pereira da Costa, Diogo da Encarnação Carvalho e Fernando Cardoso Botto."                                                                                    

domingo, 4 de abril de 2010

Incêndio das Fábricas de Cortiça do Caramujo em 1911

MEMÓRIAS
Participações de serviço dos arquivos dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses:
Em 22 de Agosto de 1911, ardeu por completo uma fábrica de cortiça na Rua Manuel Gomes, Caramujo. Trabalhou a nossa bomba-automóvel e 17 Voluntários desde as 22H50m até às 7 horas do dia seguinte.Particularmente perigoso dada a indole  criminosa que o motivou.
A maior parte das mangueiras ficaram inutilizadas por terem sido retalhadas pelos grevistas.
Livro do centenário da AHBVL



"Lisboa viu na noite de 22 para 23 d'Agosto um grande clarão no outro lado do rio.Correu gente para os pontos altos da cidade a ver o espectáculo e dentro em pouco sabia-se que estava a arder a fábrica de Cortiça do Caramujo pertencente ao sr. Conde de Silves.
O fogo aparecera  em três partes ao mesmo tempo e com tanta intensidade que se comunicou aos depósitos  situados a dez metros de distância. Quando os voluntários d'Almada o quizeram debellar repararam que tinham sido cortadas as mangueiras. Pediram-se logo reforços para Lisboa; embarcou muito material d'incêndio com cavallaria e infantaria da guarda republicana que foram recebidas com manifestações hostis."



"A fábrica ficou totalmente reduzida a cinzas e as autoridades d'Almada  julgando que o incêndio era um acto de sabotage, levado a effeito depois do comicio da classe corticeira terminado momentos antes de elle se manifestar, prendeu o agitador operario Bartholomeu Constantino e pouco depois alguns dos seus companheiros."


Ilustração Portuguesa, nº289  de 4 de Setembro de 1911

quarta-feira, 31 de março de 2010

O novo automóvel-ambulância dos BV.Lisbonenses(1917)

 MEMÓRIAS


Ilustração Portuguesa nº570 de 22 Janeiro de 1917 
"Esta benemérita instituição, que de dia para  dia mais notável se vem tornando nos serviços que presta a Lisboa... "

O automóvel-ambulância dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses-aqui

terça-feira, 30 de março de 2010

Incêndio num armazém de filmes em 1933

 MEMÓRIAS
Participações de serviço dos arquivos dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses:
Em 21 de Julho de 1933, fogo violento na Rua da Mãe d'Água, num depósito de filmes.Trabalharam 16 Voluntários e 2 viaturas. Ficou ferido um dos nossos Voluntários, que recebeu tratamento no Hospital de S.José.
No Livro de Centenário da AHBVL








Publicado na revista "Ilustração" nº13 de 1 Agosto de 1933

sábado, 27 de março de 2010

Incêndio no Arsenal da Marinha em 1916

 MEMÓRIAS
Participações de serviço dos arquivos dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses:

"Em 18 de Abril de 1916, outro grande incêndio. No Arsenal de Marinha, particularmente perigoso devido à grande quantidade de matérias explosivas que existiam nos baixos do edifício. Trabalharam 38 Voluntários e 3 viaturas.Foram utilizados 620 metros de mangueira."
Louvados pelo Ministério da Marinha
no Livro do Centenário da AHBVL




Na "Ilustração Portuguesa" nº531 de 24 de Abril de 1916

sexta-feira, 26 de março de 2010

Incêndio no edifício da Câmara Municipal de Lisboa

MEMÓRIAS


7 de Novembro de 1966 -Grande incêndio no edifício da Câmara Municipal de Lisboa


Participações de serviço dos arquivos dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses:
Meios utilizados:
1PSM, 1PSL, 1ATM, 1 ATP; 34 homens

Fotos de Fradinho,Luis do Arquivo Fotográfico da CML

quinta-feira, 25 de março de 2010

O Quartel da AHBVL

 Foto Google Earth


O quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, na Rua Camilo Castelo Branco,33 -Inaugurado em  10 de Maio de 1925
O dia da inaguração-Aqui

quarta-feira, 24 de março de 2010

O Incêndio do Teatro da República em 1914 (III)

Pelo seu interesse documental, publica-se hoje, um programa do Teatro República, de 9 de Março de 1914, destruído por violento incêndio em 13 de Setembro desse ano, combatido pelos Bombeiros Lisbonenses, tendo comparecido 25 voluntários e 3 viaturas.  Utilizaram-se 560 metros de mangueira  e fizeram-se  vários curativos no local do sinistro.

Posts relacionados:
O incêndio do Teatro da República-aqui
O inc~endio do Teatro da República II -aqui

terça-feira, 23 de março de 2010

O Início da Actividade dos Bombeiros Lisbonenses

Eduardo Augusto Macieira, Guilherme Saraiva Maia e Armando Seixas Trindade, que comandaram sucessivamente a nova Corporação...
Ler aqui

segunda-feira, 22 de março de 2010

Centenários

A Fanfarra dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, no ano do  centenário da AHBVL,, presentes na iniciativa da Árvore do Centenário, iniciativa que celebra os 100 anos da implantação da República.

Do Programa Oficial de 21 de Março
15h00, Caminhada
Com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do Vereador do Ambiente e Espaços Públicos.
• Jardim Braancamp Freire – Plantação de uma Árvore do Centenário e Fanfarra Republicana pelos Bombeiros Voluntários Lisbonenses
• Miradouro do Torel
• Jardim da Praça da Alegria – Plantação de uma Árvore do Centenário e Música pela Banda da Sociedade Musical Gouveense "Pedro Amaral Botto Machado"

sexta-feira, 19 de março de 2010

Incêndio na Cadeia do Limoeiro em 1919

 MEMÓRIAS
Participações de serviço dos arquivos dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses:
Em 3 de Maio de 1919, grande fogo na Cadeia do Limoeiro, onde encontrou a morte, o malogrado Bombeiro Municipal Nº35, tendo também ficado feridos alguns Voluntários.
Compareceram 2 médicos, 21 Voluntários  e 3 viaturas.
Livro do Centenário da AHBVL
 

"O histórico palácio do conde de Andeiro, que há muitissimos anos servia de prisão civil para a comarca de Lisboa, foi há dias  pasto das chamas, tendo o fogo sido lançado pelo próprios presos, que tomaram como pretexto para o seu  criminoso acto a falta de água que por esta ocasião de fez sentir por motivo das greves dos operários da Companhia das Águas. Correu ainda a versão  que os autores do sinistro lançaram a mão d'esse meio para se evadirem. Não conseguiram , porém o seu malévolo  fim, porque foram tomadas todas as providências necesárias para o evitar, tendo  formado um grosso cordão  da guarda repúblicana, que recolhia os reclusos  enquanto os bombeiros com um denodo admirável combatiam o incêndio, lutando com a falta de água."
Ilustração Portuguesa nº690 II série de 12 de Maio de 1919
Na rua  Sol ao Rato- o carro dos bombeiros conduzindo o feretro do desventurado bombeiro municipal nº35, Guilherme da Silva  vitima do dever, por ocasião do incêndio do Limoeiro.

Ilustração Portuguesa nº691 II série de 19 de Maio de 1919

quinta-feira, 18 de março de 2010

O Incêndio do Chiado em 1988

"Fui o primeiro jornalista a entrar em directo do local neste noticiário, tendo até relatado a chegada dos Bombeiros Lisbonenses que, como se sabe, foram os que iniciaram o combate as chamas." 
Ler aqui

terça-feira, 16 de março de 2010

Os 120º Aniversário dos Bombeiros Voluntários de Colares

No ano do Centenário dos Bombeiros  Voluntários Lisbonenses, também a semana passada os Bombeiros Voluntários de Colares, comemoraram o 120º aniversários da sua fundação.

A Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares, foi criada em 9 de Março de 1890, como 5ª Esquadra da Real Associação dos Bombeiros da Ajuda.
A necessidade de apoio técnico à familia Real que vinha frequentemente para Sintra, terá sido um dos motivos da criação pelos Bombeiros da Ajuda desta sua 5ª Esquadra, e que Eduardo Rodrigues Costa, industrial muito conceituado em Colares, que pertencia ao corpo da Real Associação dos Bombeiros da Ajuda, tenha sido nomeado seu primeiro chefe, vindo mais tarde a ser Comandante da nova corporação de bombeiros.

O Studebaker dos Bombeiros Voluntários de Colares


Na altura em que a Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares, comemoram os 120 anos de actividade, contamos hoje a história do Studebaker, o pronto-de-socorro dos Bombeiros Voluntários de Colares, construído em 1950.
Apoiado num texto de António Caruna, em "Cem Anos Fazendo o Bem", publicado no ano do centenário do Bombeiros V. de Colares - sendo assim também uma homenagem a quem se dedicou a escrever a história de Colares, sendo ele próprio elemento activo do corpo dos Bombeiros de Colares, como 2ºComandante do Q.H e Secretário da Direcção, falecido em 19/11/2008.



Foto:o pronto-de-socorro, Studebaker, participando no Círio,do Litoral Sintrense de 2006

"30 de Maio de 1948- Festejou-se com natural alegria a chegada a Colares, do chassis da viatura Studebaker sobre o qual haveria de se montar o novo pronto-de-socorro, o primeiro pelo menos no Concelho de Sintra com cabine coberta...

26 de Março de 1950- A nossa associação viveu momentos de intensa alegria. Inaugurou-se o novo pronto-de-socorro Studebaker, perante numerosa assistência que se juntou no largo Dr.Carlos França.

(...)António Caetano Baptista Comandante da colectividade em festa, historiou a 'odisseia' da aquisição do novo veículo cuja ´pedinchice' a gregos e troianos , começou por magros tostões, em 1939. De migalha em migalha, de esmola em esmola - disse - foi possivel realizar os nossos sonhos dourados. A mais avantajada dádiva, então foi a do senhor Capitão Américo dos Santos que continuou a ajudar-nos o melhor que lhe tem sido possivel. A viatura (Studebaker BG explêndido), e todo o trabalho que aí estava patenteado ao público, havia totalizado a quantia de 135 contos, dos quais ainda deviam 20. Agradecia comovidamente, a todas aquelas almas generosas que o ajudaram a não morrer sem ver realizados os seus sonhos.
Agora porém, que eles estão cumpridos, surgiu outro contratempo -afirma: a nova viatura não cabe dentro da casa dos bombeiros, pela demasiada humildade desta. Portanto é necessário construir um quartel digno dos 60 anos de existência da nossa corporação, sempre pronta a comparecer onde quer que fossem precisos os seus serviços e os seus sacrifícios."

António Caruna
Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares 1890-1990 "Cem Anos Fazendo o Bem"

Post relacionado:
O 118º aniversário do BV de Colares
O 119º aniversário dos BV de Colares
Foto:o pronto-de-socorro, Studebaker, participando no Círio,do Litoral Sintrense de 2006



Post publicado no "Rio das Maçãs"

segunda-feira, 15 de março de 2010

Grande incêndio no edifício das «Encomendas Postais» em 1919

 MEMÓRIAS
Participações de serviço dos arquivos dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses:
"Em 2 de Maio de 1919, grande fogo no edifício das «Encomendas Postais» no Terreiro do Paço. Trabalhou-se desesperadamente durante 15 horas e reacendeu-se no começo da manhã para destruir o edifício do Tribunal do Comércio. Trabalharam 23 Voluntários e 3 viaturas."
No Livro do Centenário da AHBVL

"O incêndio pavoroso da repartição das encomendas postais, produzido n'uma ocasião de extraordinária  efervescência  entre o elemento operariado e que atinge também outras classes, causou não só na capital  como em todo o país a mais viva e pungente impressão.Imaginou-se logo, por um conjunto de circunstâncias , que o fogo havia sido lançado. Mais tarde houve quem dissesse que tinha sido casual."
"No ataque ao incêndio das encomendas postais  distinguiram-se os bombeiros municipais e voluntários  e também não poucos individuos de todas as classes que, medindo a gravidade do momento e em face dos riscos que corriam  a Alfandega e ainda os edifício que circundam o Terreiro do Paço forma de enorme dedicação admirável  empregando os máximos esforços  para que o incêndio não alastrasse."

"Aspectos dos telhados do Terreiro do Paço, após o violento incêndio que destruiu as Encomendas Postais e outras dependências das secretarias do estado."
Fotos e extractos da reportagem publicada na "Ilustração Portuguesa" nº690 de 12 de Maio de 1919

Os Bombeiros Voluntários Lisbonenses e as convulsões revolucionárias após a implantação da República

1919
Os Bombeiros Voluntários Lisboneneses os "Únicos bombeiros voluntários da capital que, desde a sua fundação, mantém aliança com a Cruz Vermelha, quando  se deram os combates à Monarquia do Norte, em 1919, enviaram daqui um piquete de voluntários...
Ler aqui

sexta-feira, 12 de março de 2010

Viagem Inesquecível a Chaves dos Bombeiros Voluntários da Régua

Em 1966, o Comandante França de Sousa, dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, escreveu uma carta aos Bombeiros Voluntários da Régua, que publicámos neste blogue, por gentileza do Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Régua, José Alfredo Almeida.
Voltamos hoje a publicar um interessante texto de José Alfredo Almeida,  que amávelmente nos enviou,  sobre uma viagem de comboio, que os Bombeiros da Régua fizeram há 85 anos.


Viagem Inesquecível a Chaves 
    Esta viagem de comboio, na linha do Corgo, foi há mais de 85 anos…!
     
    Poderia ter sido mais uma, igual a muitas outras, que se fizeram nessa magnifica linha de caminho-de-ferro, mas esta deve ter sido bem diferente. Se bem que não se conheçam os motivos que terão levado os bombeiros da Régua, acompanhados de uma grande comitiva, de irem a Chaves, essa viagem não ficou esquecida no tempo.  
    Alguém se lembrou de registar os pormenores mais significativos dessa “Excursão à vila de Chaves, promovida pelos bombeiros voluntários da Régua, no dia 19 de Julho de 1925”. Com a intenção de informar a posteridade, ainda escreveu aquela única mensagem numa folha, onde arquivou as melhores cinco fotografias, inesquecíveis tanto para eles como para nós, agora. 
    Não sabemos com que finalidade os bombeiros da Régua promoveram esta excursão a Chaves. Agradecemos que alguém nos ajude, se para tanto dispuser de elementos capazes. Terá sido uma vigem de lazer? Uma viagem de cortesia à associação flaviense congénere? Quem eram as pessoas que os receberam na estação? Que foram festejar? Um aniversário dos bombeiros de Chaves? Uma inauguração de novo quartel ou de outro melhoramento? Parece haver um segundo estandarte para além do dos Bombeiros da Régua, mas será dos Bombeiros de Chaves? A locomotiva (uma Ensechel E 224) parece estar decorada com elementos alusivos aos bombeiros. Se assim é, poderemos imaginar que tenha sido uma viagem especial, com programa fora do normal. 
    Uma certeza, talvez mesmo a única: os bombeiros da Régua foram recebidos com toda a pompa e entusiasmo pela população de Chaves. Com o respeito que se impunha, de estandarte bem erguido, os nossos bombeiros desfilaram garbosamente pelas ruas principais, exibindo à frente homens bem conhecidos, como Lourenço Medeiros, mais tarde comandante, e o destemido patrão Álvaro Rodrigues da Silva.  
    Há  viagens de comboio que valem a pena.  
    Uma delas, se ainda fosse possível, seria a da Linha do Corgo. Quem a fez no tempo dos comboios a vapor, dos velhos “Texas”, como eram carinhosamente conhecidos, teve a última oportunidade de apreciar o percurso de uma das mais bonitas linhas de caminho-de-ferro do nosso país. O traçado entre Vila Real e Chaves encerrou em 1990, o troço entre Régua e Vila Real encontra-se encerrado, por tempo indefinido, desde 2009, para obras de melhoramento.  
    Os que adquiriram bilhete na estação da Régua para a viagem de 19 de Julho de 1925 fizeram, com certeza, uma viagem inesquecível.
(...)
Para ler o texto integral, de José Alfredo Almeida, pressionar  aqui


*Fotos gentilmente cedidas por José Alfredo Almeida

quinta-feira, 11 de março de 2010

Incêndio no Teatro da República em 1914 (II)

MEMÓRIAS
Participações de serviço dos arquivos dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses:

"Em 13 de Setembro de 1914, grande incêndio no Teatro da República, tendo comparecido 25 voluntários e 3 viaturas.  Utilizaram-se 560 metros de mangueira  e fizeram-se  vários curativos no local do sinistro"
No "Livro de centenário da AHBVL 1910-2010"

 Legenda-O Incêndio às 6 horas da manhã. O fogo rompendo livremente depois da derrocada do tecto do palco («cliché» de Benoliel)

Legenda-Aspecto do interior do teatro depois do rescaldo («cliché» de Benoliel)
"Lisboa confia, porém, na energia, na tenacidade de  e no fanatismo do Visconde de S.Luiz Braga pelo teatro, e espera ver o República, como a Fénix Renascida, das próprias cinzas. Essa casa é indispensável  como atestado da nossa cultura e até como elemento de equilibrio no meio do que o teatro português se encontra."
Na Ilustração Portuguesa, nº488 de 21 de Setembro de 1914

Na manhã seguinte ao incêndio
 O "terrivel desastre que inutilizaria uma das salas mais belas e cheias de tradições, de entre as salas  de espectáculos  de Lisboa"
Foto publicada em "Os mais antigos Cinemas de Lisboa 1896-1939 ed.IPC-Cinemateca Nacional 1978

Incêndio no Beco dos Três Engenhos em 1912

 MEMÓRIAS
Participações de serviço dos arquivos dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses: 
Em 25 de Julho de 1912, no Beco dos Três Engenhos, ardeu um prédio por completo, não tendo sido possivel salvar-se 2 crianças que morreram asfixiadas.trabalharam 9 Voluntários e 1 viatura.


 no "Livro do Centenário da AHBVL"


1-Incêndio do beco dos Três Engenhos na Mouraria: aspectos do ataque ao fogo 2-A mãe dos pequenitos que foram vitimas do incêndio no auge do desespero.
Na "Ilustração Portuguesa" nº337 de 5 de Agosto de 1912