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domingo, 4 de novembro de 2012

Os Bombeiros Voluntários Lisbonenses e o pioneirismo da utilização do automóvel no serviço de incêndios




 *Excelente foto do Delahay  dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses retirada da página de FB dos B.V.Lisbonenses
 

O pioneirismo dos Bombeiros Lisbonenses

Os Bombeiros Voluntário Lisbonenses (BVL) foram pioneiros, em Portugal , na utilização do meio automóvel no serviço de incêndios. Assim aconteceu  a 12 de Dezembro  de 1910, data da fundação daquele corpo de bombeiros e também da entrada ao serviço da primeira "bomba automóvel".

"Tal feito partiu da iniciativa do então chefe  de secção  Eduardo Augusto Macieira, que a  sua expensa viabilizou a aquisição de um veículo automóvel, da marca  Ferbeck.

O facto gerou grande sensação, noticiando o jornal ACapital, em primeira página, na sua edição de 24 de  Janeiro de 1911, que os BVL dispunham de uma bomba automóvel, única do género no país.

E informava da acção altruísta de Eduardo  Augusto Macieira, salientando, entre outras qualidades, o apoio material dispensado à instituição. Por exemplo, refira-se que os Lisbonenses, no fecho de contas referente ao ano económico de 1911, apresentavam um saldo a favor daquele bombeiro e benemérito estimado em 5.155$255 réis, correspondente à "compra de material , instalação de luz, montagem completa da rede telefónica privada  e benfeitorias executadas na sede".

A história regista, aliás, muito justamente, a respeito de Eduardo Augusto Macieira - nomeado comandante em 29 de Dezembro de 1910 - que "às suas inegáveis qualidades de trabalhador incansável, ao seu extraordinário espírito de iniciativa, à sua grande influência pessoal  em vários sectores da vida social e aos seus largos recursos financeiros se deve, sem dúvida a possibilidade de ter sido realizado o sonho de alguns entusiastas para a fundação dos Bombeiros  Voluntários Lisbonenses."

Excerto de um texto do blogue "Fogo& História
Foto do Museu Automóvel do Caramulo
Os Bombeiros Voluntários Lisbonenses compraram em Paris  em 1911, "uma bomba  automóvel   marca Delahaye, cujo  custo total foi, na origem, de  33.375 francos.
Foi o primeiro carro em Portugal que continha um depósito  de água (400 litros)  e era provido  de 40 metros de mangueira  de borracha rígida, sistema adoptado pela  primeira vez no País.
Trabalhava com 2 ou 4 agulhetas e tinha o débito normal de 60.000 litros por hora, aspirando com haste de 7 metros.

Foto do Delahaye de 1913 dos B.V.Lisbonense no Museu do Caramulo de autoria de  Conceição Brito
 "(...)Este conjunto de sinais se tem evidenciado na Associação Humanitária, talvez devido às suas condições materiais serem mais favoráveis  e também à dedicação sempre crescente  do seu comandante, o sr.  Eduardo Augusto Macieira; bombeiro voluntário há 50 anos, que tem conseguido rodear  a corporação; que dirige de todos os meios modernos.
Compreende esta associação 20 bombeiros e 6 maquinistas, efectivos que  entre si se acham  ligados telefónicamente, a fim de que os seus socorros afluam mais rápidos aos pontos onde se tornem mais necessários.
(...)
Os voluntários de Lisboa têm actualmente apenas um quartel mas já pensam em arranjar outro, n'um dos bairros de Lisboa, medida que deve merecer o aplauso geral.
(...)
Além dos sócios efectivos; conta a Associação Voluntária dos Bombeiros Voluntários  150 sócios protectores."

Jornal "A CAPITAL"  de 24 de Janeiro de 1911

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O 1º Quartel dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses 1910

No livro do Centenário da AHBVL

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Memória dos Bombeiros Voluntários de Lisboa

Revista "O Bombeiro" de 24 de Março de 1908 -ler aqui

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Falecimento do 1ºComandante da AHB Voluntários Lisbonenses




Eduardo Augusto Macieira, 1ºComandante da Associação Humanitária do Bombeiros Humanitários faleceu prematuramente em 13 de Junho de 1912 - A "Ilustração Portuguesa" nº331, de 24 de Junho de 1912, testemunha as cerimónias fúnebres.




A 23 de Junho de 1913 a "Ilustração Portuguesa"  nº383, reporta a a cerimónia de transladação de Eduardo Augusto Macieira para o jazigo de familia no Cemitério dos Prazeres.