sexta-feira, 9 de abril de 2010

No início da AHBVL

Eduardo Augusto Macieira, Guilherme Saraiva Maia e Armando Seixas Trindade, que comandaram sucessivamente a nova Corporação, assim como  outros Voluntários, ocupando carros privativos quando da sua fundação.


De um trabalho sobre a fundação dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses da autoria do Comandante Amadeu César da Silva, publicado  no Boletim da Liga dos Bombeiros Portugueses, nº192 de Julho-Agosto de 1960.
 Em 12 de Dezembro de 1910

"Foram os primeiros alistados no Corpo Activo, além do Comandante, Eduardo Augusto Macieira, Frederico Pinto Basto, Guilherme Saraiva Maia, Fernando Cardoso Botto, José Coelho Dias, FredericoPires Lopes, Armando de Seixas Trindade, Joaquim Santos Artino, Francisco Rodrigues  de Almeida,  Carlos Bastos Pereira da Costa, Manuel António Iniguez, Bernardo de Oliveira Morgado,Gaspar António das Dores, Júlio José Nunes,Eduardo Silva, Joaquim Sabino de Almeida, Diogo  José da Encarnação Carvalho e Ruy Macedo, bombeiros sendo os três primeiros de 1ª classe, os três imediatos de 2ªclasse eos restantes  de 3ª Maquinistas, Custódio Vicente de Almeida, João António da Silva, Carlos Eugénio Belling Dias, Alexandre Augusto Ramos Certã, António José  Santhiago, António Maria Lima e Vergilio Cunha."

"Durante a sua já longa existência de mais de 40 anos, tem a valorosa corporação  dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses prestado  os mais assinalados serviços, que em incêndios e outros sinistros quer no transporte de feridos e doentes. E o seu lugar tem sido marcado com o maior relevo por ocasião de alterações de ordem pública, que infelizmente se registaram em Lisboa."

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Incêndio no Depósito de Fardamentos em 1916

MEMÓRIAS
Participações de serviço dos arquivos dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses:
Em 13 de Janeiro de 1916, em Santa Clara no Depósito de Fardamentos, um dos mais violentos e perigosos incêndios de todos os tempos.
Numa derrocada ficaram feridos os nossos Voluntários Eduardo Assunção, António Pedro de Almeida, Silvino Ferreira, Vitor Santos, Diogo de Carvalho, Manuel Nunes Patricio e António José Santiago, tendo o primeiro ficado hospitalisado por largo tempo.

Registou-se  a comparência de 43 Voluntários e de 4 viaturas.
Louvados pelo Governo e Câmara Municipal.
No Livro do Centenário da AHBVL





Legenda- A que ficou reduzido o edifício do depósito de fardamentos, vendo-se o lanço da parede que desabou e soterrou dois bombeiros.

Na "Ilustração Portuguesa" nº518  de 24 de Janeiro de 1916

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A simpatia da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, no reconhecimento do trabalho apresentado no blogue "Sobre os Bombeiros Voluntários Lisbonenses"



terça-feira, 6 de abril de 2010

A fundação da Associação H. dos B.V. Lisbonenses

Por gentileza de José Alfredo Almeida Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros da Régua, publicamos hoje a 1ª parte de um trabalho sobre a fundação dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses da autoria do Comandante Amadeu César da Silva, publicado  no Boletim da Liga dos Bombeiros Portugueses, nº192 de Julho-Agosto de 1960.



"Embora  ainda não houvesse sido revogado o diploma que em 1901, criara a Divisão Auxiliar de Bombeiros Voluntários, as suas disposições eram já letra morta.Foi, por isso, sancionada pela instâncias oficiais a criação de mais uma corporação de  voluntários, com a fundação em 12 de Dezembro de 1910, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, originada por uma cisão havida nos voluntários de Lisboa, da qual sairam os fundadores daquela, que foram : Eduardo Augusto Macieira, que assumiu o cargo de comandante do Corpo Activo; Carlos Vasques, o grande benemérito que orientou a nova associação, durante muitos anos; Guilherme saraiva Maia, Alexandre Augusto Ramos Certã, João António da Silva, Carlos Eugénio Belling Dias, Rui de Macedo, John B. Jauncey, Henrique de Melo Lorena, Manuel António Iniguez, Carlos Bastos, Pereira da Costa, Diogo da Encarnação Carvalho e Fernando Cardoso Botto."                                                                                    

domingo, 4 de abril de 2010

Incêndio das Fábricas de Cortiça do Caramujo em 1911

MEMÓRIAS
Participações de serviço dos arquivos dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses:
Em 22 de Agosto de 1911, ardeu por completo uma fábrica de cortiça na Rua Manuel Gomes, Caramujo. Trabalhou a nossa bomba-automóvel e 17 Voluntários desde as 22H50m até às 7 horas do dia seguinte.Particularmente perigoso dada a indole  criminosa que o motivou.
A maior parte das mangueiras ficaram inutilizadas por terem sido retalhadas pelos grevistas.
Livro do centenário da AHBVL



"Lisboa viu na noite de 22 para 23 d'Agosto um grande clarão no outro lado do rio.Correu gente para os pontos altos da cidade a ver o espectáculo e dentro em pouco sabia-se que estava a arder a fábrica de Cortiça do Caramujo pertencente ao sr. Conde de Silves.
O fogo aparecera  em três partes ao mesmo tempo e com tanta intensidade que se comunicou aos depósitos  situados a dez metros de distância. Quando os voluntários d'Almada o quizeram debellar repararam que tinham sido cortadas as mangueiras. Pediram-se logo reforços para Lisboa; embarcou muito material d'incêndio com cavallaria e infantaria da guarda republicana que foram recebidas com manifestações hostis."



"A fábrica ficou totalmente reduzida a cinzas e as autoridades d'Almada  julgando que o incêndio era um acto de sabotage, levado a effeito depois do comicio da classe corticeira terminado momentos antes de elle se manifestar, prendeu o agitador operario Bartholomeu Constantino e pouco depois alguns dos seus companheiros."


Ilustração Portuguesa, nº289  de 4 de Setembro de 1911

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Memórias históricas dos Bombeiros Voluntários da Régua

Desde o início deste blogue, Sobre os Bombeiros Voluntários Lisbonenses, temos mantido um interessante contacto com o Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Régua, José Alfredo Almeida, que nos tem permitido publicar documentos, e textos de grande interesse histórico sobre aspectos da  longa actividade  daquela corporação.

Hoje, publicamos uma foto de 1916, na recepção ao então Ministro do Fomento Dr.Fernandes Costa, nas instalações da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Régua. Uma página do orçamento de 1882 daquela corporação, e um convite dos Bombeiros Voluntários da Ajuda, para a sessão solene comemorativa do cinquentenário daquela lisboeta Associação de Bombeiros Voluntários, em 10 de Abril de 1930.


Publicada, na Ilustração Portuguesa nº541 de 3 de Julho de 1916




quinta-feira, 1 de abril de 2010

Limoeiro de novo pasto de chamas em 1933

MEMÓRIAS

Desta vez ao contrário de 1919, não há registo de intervenção neste incêndio dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses.

"Mais uma vez o fogo pegou no Limoeiro.De novo as chamas crepitaram, destruidoras, sobre o palácio trágico que hoje serve de prisão e onde a inocência e o crime se confudem na mesma sombre venenosa"
Na revista "Ilustração" nº11 de  1 de Junho de 1933