quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Falecimento do 1ºComandante da AHB Voluntários Lisbonenses




Eduardo Augusto Macieira, 1ºComandante da Associação Humanitária do Bombeiros Humanitários faleceu prematuramente em 13 de Junho de 1912 - A "Ilustração Portuguesa" nº331, de 24 de Junho de 1912, testemunha as cerimónias fúnebres.




A 23 de Junho de 1913 a "Ilustração Portuguesa"  nº383, reporta a a cerimónia de transladação de Eduardo Augusto Macieira para o jazigo de familia no Cemitério dos Prazeres.

A sede da AH BV Lisbonenses da Rua Camilo Castelo Branco


 Quartel da rua Camilo Castelo Branco (1925)-foto de Cunha,Ferreira do Arq.Fotográfico da CML

A passagem do quartel da Rua das Flores nº95, para Av.Duque de Loulé nº111,113 acontece em 4 de Janeiro 1914, onde as condições de instalação terão melhorado,(em 27 de Dezembro de 1912 tinha sido doado à Associação pela CML um terreno para a construção do quartel na rua Gomes Freire, mas nunca foi aproveitado pela sua pequena dimensão e localização),até que em 30 de Agosto de 1921 foi assinada a escritura da compra do terreno na rua Camilo Castelo Branco, cujas instalações foram inauguradas em 10 de Maio de1925.

O pioneirismo da AHB Voluntários Lisbonenses II




"Curiosamente, os Lisbonenses foram também os primeiros a dispor de veículo específico para o serviço de saúde, o que se ficou a dever ao sócio Eduardo Ferreira Simões, que não só planeou como dirigiu a construção do mesmo.
A primeira viatura para socorro a feridos foi inaugurada em 1911 e estava equipada com "pequeno arsenal cirúrgico e todo o material para pensos e tratamentos de urgência". Além disso, "transportava macas braçais para condução de feridos, uma tenda em lona, enfim um pequeno hospital de sangue, volante". Por conseguinte, passou a existir um quadro de pessoal de ambulância, mediante autorização da Benemérita Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha, a qual veio dar origem à celebração de um Tratado de Aliança com os BVL, datado de 8 de Janeiro de 1912, que ainda hoje se mantém em vigor.
E porque "não há duas sem três", o dia 12 de Dezembro de 1915 ficou marcado pela entrada ao serviço, nos bombeiros em Portugal – nos Lisbonenses, está claro – da primeira auto-maca. Carroçada sobre um chassis marca Décauville, adquirido em segunda mão, este nóvel meio de assistência resultou de um investimento de 1900 escudos, valor que incluiu trabalhos de adaptação e apetrechamento. Para o efeito concorreram fundos angariados em peditórios."


Texto e imagens retiradas do  blogue Fogo&História

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Jornal "A CAPITAL" de 24 de Janeiro de 1911

"(...)Este conjunto de sinais se tem evidenciado na Associação Humanitária, talvez devido às suas condições materiais serem mais favoráveis  e também à dedicação sempre crescente  do seu comandante, o sr.  Eduardo Augusto Macieira; bombeiro voluntário há 50 anos, que tem conseguido rodear  a corporação; que dirige de todos os meios modernos.
Compreende esta associação 20 bombeiros e 6 maquinistas, efectivos que  entre si se acham  ligados telefónicamente, a fim de que os seus socorros afluam mais rápidos aos pontos onde se tornem mais necessários.
(...)
Os voluntários de Lisboa têm actualmente apenas um quartel mas já pensam em arranjar outro, n'um dos bairros de Lisboa, medida que deve merecer o aplauso geral.
(...)
Além dos sócios efectivos; conta a Associação Voluntária dos Bombeiros Voluntários  150 sócios protectores."

Jornal A CAPITAL  de 24 de Janeiro de 1911

A AHBV LIsbonenses Pioneira dos Bombeiros Portugueses


 O primeiro veículo  automóvel afecto ao serviço de incêndios em Portugal

O pioneirismo dos Bombeiros Lisbonenses

Os Bombeiros Voluntário Lisbonenses (BVL) foram pioneiros, em Portugal , na utilização do meio automóvel no serviço de incêndios. Assim aconteceu  a 12 de Dezembro  de 1910, data da fundação daquele corpo de bombeiros e também da entrada ao serviço da primeira "bomba automóvel".

"Tal feito partiu da iniciativa do então chefe  de secção  Eduardo Augusto Macieira, que a  sua expensa viabilizou a aquisição de um veículo automóvel, da marca  Ferbeck.

O facto gerou grande sensação, noticiando o jornal ACapital, em primeira página, na sua edição de 24 de  Janeiro de 1911, que os BVL dispunham de uma bomba automóvel, única do género no país.

E informava da acção altruísta de Eduardo  Augusto Macieira, salientando, entre outras qualidades, o apoio material dispensado à instituição. Por exemplo, refira-se que os Lisbonenses, no fecho de contas referente ao ano económico de 1911, apresentavam um saldo a favor daquele bombeiro e benemérito estimado em 5.155$255 réis, correspondente à "compra de material , instalação de luz, montagem completa da rede telefónica privada  e benfeitorias executadas na sede".

A história regista, aliás, muito justamente, a respeito de Eduardo Augusto Macieira - nomeado comandante em 29 de Dezembro de 1910 - que "às suas inegáveis qualidades de trabalhador incansável, ao seu extraordinário espírito de iniciativa, à sua grande influência pessoal  em vários sectores da vida social e aos seus largos recursos financeiros se deve, sem dúvida a possibilidade de ter sido realizado o sonho de alguns entusiastas para a fundação dos Bombeiros  Voluntários Lisbonenses."

Excerto de um texto do blogue "Fogo& História

A primeira Assembleia Geral da Associação Humanitária dos B.V. Lisbonenses II



"Voltando à  assembleia  Geral de  de 12 de Dezembro de 1910, é interessante mencionar que Eduardo Augusto Macieira ali comunicou que, para início da colectividade já se dispunha do seguinte material:
1 bomba automóvel
450 metros de mangueira nova, para a mesma
 1 bomba de caldeira
1 carro de pronto socorro braçal
1 manga de salvação
 4 escadas de ganchos
2 lances de escadas de molas
10 agulhetas
1,150 metros de mangueira estreita
1 maca braçal, coberta
6 macas padiolas.
O Corpo Activo, ficou composto por 24 bombeiros, previamente examinados pelo Comando do Corpo de Bombeiros Municipais, sendo 2 de 1ªclasse , 3 de 2ª classe, 11 de 3ª classe e 7 maquinistas. O comando pertencia aJohn B, Jauncey (então Chefe de Divisão  Auxiliar) Eduardo Augusto Macieira (Chefe de Secção) e Heratio Jauncey (Chefe de Secção, adido).
O material era pintado acinzento , com traços vermelhos  e letras doiradas."

Elementos  extraídos da monografia comemorativa dos 50 anos da AHBV Lisbonenses (1910-1960)

O início da actividade da A.H. dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses


Eduardo Augusto Macieira, Guilherme Saraiva Maia e Armando Seixas Trindade, que comandaram sucessivamente a nova Corporação, assim como  outros Voluntários, ocupando carros privativos quando da sua fundação. (Informação e foto cedida por Luis Miguel Baptista)